A fala da ex-prefeita Joyce Renally no Confep 2026, em Campina Grande, foi mais do que um depoimento pessoal. Soou como a defesa de um modelo de gestão que deixou marca em Duas Estradas e que, agora, segue tendo continuidade sob o comando da prefeita Myllena Nayara, eleita para o mandato 2025-2028. No evento, o município foi apresentado como experiência exitosa no painel “Políticas Públicas para as Mulheres que Deram Certo nos Municípios”, o que reforça o reconhecimento alcançado pela cidade no debate municipalista paraibano.
Ao afirmar que “o sucesso de uma mulher ecoa na vida de muitas outras”, Joyce resume uma trajetória que extrapola os limites de Duas Estradas. Ex-prefeita bem avaliada e figura de prestígio no municipalismo, ela integra hoje a diretoria da Famup como 1ª tesoureira, posição que amplia seu trânsito político e institucional na Paraíba. Sua presença no Confep, ao lado da atual gestora, reforçou justamente essa imagem de continuidade, parceria e força feminina num ambiente político em que, muitas vezes, a sucessão costuma vir acompanhada de ruptura.
Mais do que falar de passado, Joyce falou de legado. E legado, em política, só ganha peso de verdade quando continua produzindo resultado. Em Duas Estradas, essa continuidade aparece no discurso afinado entre ex-prefeita e prefeita, na manutenção de um projeto administrativo e no protagonismo de mulheres que passaram a ocupar o centro das decisões no município. Esse é o ponto que faz a declaração de Joyce ganhar densidade: ela não celebra apenas uma obra pessoal, mas a permanência de uma linha de gestão e de uma presença feminina ativa no poder.
No fim das contas, Joyce Renally segue como uma voz influente porque reúne três elementos que pesam na vida pública: legado, articulação e simbolismo. Em um cenário ainda marcado pela sub-representação feminina, sua fala em Campina Grande serviu como recado e inspiração: mulheres não devem apenas participar da política — devem ocupar, decidir e liderar. E, em Duas Estradas, esse processo já não é promessa. É realidade.
Por: Napoleão Soares







