Em meio ao fim da janela partidária e às especulações que tomaram conta da política paraibana, Fábio Tyrone resolveu falar sem rodeios: fica no PSB. Ao jornalista Napoleão Soares, o pré-candidato foi direto ao afirmar que não tem “plano A” nem “plano B” e que seu caminho continua sendo o partido comandado na Paraíba pelo governador João Azevêdo.
A declaração ganha peso porque surge justamente num momento em que o ambiente partidário tem sido marcado por trocas de legenda, ajustes de nominata e muita conta eleitoral. Mesmo com rumores de bastidor, Tyrone manteve a mesma linha adotada publicamente nesta semana, ao confirmar que permanecerá filiado ao PSB e seguirá focado na pré-candidatura a deputado federal.
Na entrevista, ele também reafirmou alinhamento integral ao projeto governista, citando João Azevêdo e Nabor para o Senado e Lucas Ribeiro para o Governo. O gesto tem valor político porque, mais do que preservar a sigla, Tyrone escolhe preservar o campo onde quer jogar. João, inclusive, declarou recentemente que o PSB conseguirá formar suas chapas para 2026, minimizando as saídas do partido e tentando transmitir segurança à base.
No fundo, a fala de Tyrone funciona como recado interno e externo. Internamente, mostra fidelidade. Externamente, vende estabilidade. Em tempo de tanta migração, ele tenta ocupar o espaço de quem prefere a permanência ao improviso. E, na política, às vezes isso vale tanto quanto um novo apoio: vale como sinal de confiança no próprio projeto.

Por: Napoleão Soares









