Em entrevista exclusiva ao jornalista Napoleão Soares, do Blog Chico Soares e do programa Poder em Notícia, o prefeito de São João do Rio do Peixe, Luiz Claudino, abriu o jogo sobre os bastidores que levaram ele e o seu grupo a declararem apoio ao projeto do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, para o Governo da Paraíba em 2026.
De forma direta, Luiz afirmou que a decisão não foi motivada por críticas pessoais ao governador João Azevêdo ou ao vice-governador Lucas Ribeiro, mas pela falta de aproximação política e de diálogo com o grupo sertanejo. Segundo ele, houve tentativas de conversa e de entendimento, mas não houve resposta política no momento em que o município buscava alinhamento e escuta sobre os rumos da região.
“Política é feita de sintonia e de você ver e respeitar as pessoas. Tentamos algumas vezes conversar… passei para ouvir do vice-governador Lucas o que estava acontecendo na região e, infelizmente, não tomaram nenhuma atitude, não me procuraram para que a gente pudesse conversar de política naquele instante”, relatou.
Na outra ponta, Luiz destacou que Cícero manteve presença e diálogo, reforçados por conversas recentes com o senador Veneziano, o vice-prefeito Leo Bezerra e outras lideranças, até que o grupo chegasse a um entendimento. “Cícero sempre nos procurou… e, nessa última conversa, alinhamos questão partidária, política e objetivos para o futuro”, completou.
Ao projetar o que espera da aliança, Luiz Claudino também apontou um eixo estratégico: fortalecer o Sertão diante de novas oportunidades, citando a chegada das águas do São Francisco, o potencial das energias renováveis e outras vocações econômicas da região. Para ele, o objetivo é transformar esse cenário em desenvolvimento real — com presença política e capacidade de articulação.
A fala do prefeito, além de explicar o “porquê” do apoio, dá o tom do momento: em 2026, não basta ser lembrado, é preciso estar perto, conversar e construir. E foi exatamente esse critério que, segundo Luiz Claudino, pesou na decisão anunciada hoje em João Pessoa.
Por: Napoleão Soares








