O xadrez político de Jacaraú ganhou um novo capítulo e dos mais comentados. Em conversa exclusiva com o Blog Chico Soares, o prefeito do município explicou os motivos que levaram ao rompimento com o vice-prefeito João Ribeiro, numa decisão que, segundo ele, não nasceu de “temperamento” nem de “impulso”, mas de uma leitura coletiva dentro do próprio grupo.
De forma clara e direta, o prefeito afirmou que, há um tempo, o vice já não vinha caminhando com o projeto administrativo da gestão. Na avaliação do gestor, a parceria deixou de existir na prática: “Não era uma pessoa só pensando”, pontuou, ao relatar que sete testemunhas — pessoas que acompanharam de perto episódios e conversas internas — seguiram a mesma linha de entendimento. A mensagem, segundo ele, é que não se tratava de uma opinião isolada, e sim de um sentimento consolidado na base.
Segundo o gestor, interlocutores próximos ao governo relatam que o vice, ao invés de somar, teria passado a atuar de maneira contrária ao ambiente de unidade que a gestão buscava manter. O prefeito disse que o que mais pesou não foi discordar — porque divergências existem, mas a percepção de que não havia lealdade política e compromisso com o que vinha sendo planejado e executado.
Enquanto a administração seguia em ritmo de trabalho, com obras, ações, acompanhamento de serviços e agenda junto à população, a crítica interna, conforme foi descrita ao blog, era de que o vice se mantinha distante, com ausências recorrentes das atividades oficiais e, em muitos momentos, fora do município. “Se tivesse seguido a linha certa e sido leal…”, completou o prefeito, indicando que o rompimento foi, para ele, consequência de uma relação que deixou de ter sintonia e propósito comum.
O prefeito também fez questão de enquadrar o assunto em tom responsável: o rompimento, segundo ele, não tem objetivo de “criar guerra”, nem de transformar a política local em palco de ataques pessoais. A decisão seria, portanto, uma medida para preservar o foco da gestão e evitar que a Prefeitura fosse contaminada por ruídos internos num momento em que a cidade cobra presença, resultado e direção.
Nos bastidores de Jacaraú, o assunto ganhou volume justamente por mexer com a lógica das alianças e por envolver uma figura eleita na mesma chapa. Mas, na visão do prefeito, manter um vínculo apenas formal — sem alinhamento real — seria empurrar o problema para frente e prolongar uma parceria que já não correspondia à realidade do dia a dia administrativo.
O Blog Chico Soares apurou que a gestão deve manter o discurso de continuidade, reforçando que as ações seguem normalmente e que a prioridade continua sendo a rotina de trabalho e as entregas à população. Ao mesmo tempo, o episódio já reposiciona o tabuleiro político local e tende a ter reflexos nas conversas de bastidor, nas articulações de base e na formação de alianças futuras.
Por responsabilidade jornalística, o espaço segue aberto para que o vice-prefeito João Ribeiro apresente sua versão e esclareça os pontos levantados. Em Jacaraú, a política se move rápido e, quando uma ruptura acontece, mais importante do que o barulho é entender o que muda na prática: na gestão, no diálogo e no rumo do município.
Por: Napoleão Soares









