O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou a primeira reunião de líderes partidários de 2026 para a próxima quarta-feira (28), às 11h, na residência oficial da Câmara. A articulação acontece às vésperas do fim do recesso parlamentar, que se estende até a primeira semana de fevereiro, e tem um objetivo claro: alinhar prioridades e dar ritmo à pauta logo na largada do ano legislativo.
Em entrevista ao portal R7, Motta afirmou que o encontro vai além do tradicional “cardápio” de projetos que entram — ou não — na agenda do plenário. Um dos pontos centrais será o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tratado que cria uma zona de livre comércio, já assinado pelos blocos, mas que ainda depende do aval dos parlamentos.
O caminho do acordo dentro da Câmara
Assim que o texto chegar oficialmente, a tramitação deve passar pela Comissão de Relações Exteriores, cuja presidência ainda será definida nas negociações entre bancadas. Em 2025, o colegiado esteve sob comando do PL. Depois, o acordo segue para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e, por fim, para o plenário.
A intenção de Hugo Motta, segundo a reportagem, é acelerar essas etapas, para que, após a votação na Câmara, o tema seja encaminhado ao Senado.
Meta: primeiro semestre — mas Europa pode atrasar
A expectativa no Congresso é votar o acordo ainda no primeiro semestre, mirando uma eventual implementação no Brasil até o fim de 2026. O plano, porém, depende do andamento na Europa: o texto será analisado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia e, se avançar, segue para a votação formal no parlamento do bloco — um percurso que pode alongar prazos.
Na última semana, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, admitiu que a análise da Corte pode adiar a implementação, sem estimar por quanto tempo, e reforçou a importância do apoio político: “o papel dos parlamentos é chave”, afirmou após reunião com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS).
Com a reunião marcada, Hugo Motta sinaliza que quer começar 2026 no modo articulação e entrega — e, de quebra, colocar a Câmara no centro de um debate que mistura economia, diplomacia e disputa de espaço nas comissões.
Se você quiser, eu também deixo esse texto em versão curtinha (para rádio/Instagram) e uma versão “bastidor”, com mais malícia política, do jeito que rende.










