A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), anunciou nesta quarta-feira 21 que tentará retornar ao Senado pelo Paraná nas eleições deste ano. Inicialmente, a petista avaliava concorrer na Câmara, onde sua reeleição era dada como certa, mas mudou de ideia ao ser “convocada para a missão” pelo presidente Lula, de acordo com relatos de interlocutores.
O encontro entre os dois ocorreu na semana passada. No mesmo dia, Gleisi disse a pessoas próximas que estava animada para a empreitada. Em post nas redes sociais nesta quarta, a ex-presidente nacional do PT comunicou a pré-candidatura. “Com Lula, pelo Paraná e pelo Brasil”, escreveu Gleisi na legenda de uma foto.
A ministra está entre o grupo de mais de auxiliares presidenciais que devem deixar o governo para serem candidatos nas eleições deste ano. A legislação eleitoral prevê que, para concorrer nas próximas eleições, os ministros precisam sair até seis meses antes das eleições – ou seja, até 4 de abril.
A ida de Gleisi para a corrida à Casa Alta fez com que o diretor-geral da Itaipu Binacional, Enio Verri (PT-PR), recuasse na intenção de disputar uma das vagas do Estado. “Ficarei na Itaipu a pedido do presidente”, contou Verri à reportagem na terça-feira. Também é pré-candidato ao Senado no estado o deputado federal Zeca Dirceu.
Na avaliação de dirigentes petistas, uma chapa com o deputado estadual Requião Filho (PDT) como candidato a governador e a ex-presidente do partido ao Senado é “muito competitiva”. No estado, a sigla tem focado na construção de uma aliança contra o senador Sergio Moro (União), que lidera as pesquisas.
Carta Capital










