A entrevista do ex-prefeito de Sousa e pré-candidato a deputado federal Fábio Tyrone ao programa Poder e Notícia, transmitido em cadeia estadual e apresentado pelos jornalistas Júnior Duarte e Napoleão Soares, teve um dos momentos de maior repercussão quando o tema foi a manifestação da deputada federal Tabata Amaral, que defendeu sua expulsão do PSB.
Questionado por Napoleão sobre a fala da parlamentar, Tyrone respondeu que Tabata “não o conhece” e afirmou que sua história pública não pode ser resumida a um episódio de sua vida. O ex-prefeito admitiu o erro, disse que já pediu desculpas e sustentou que não existe “pena perpétua”.
“Eu assumi meu erro. Pedi desculpas. Agora, não existe pena perpétua. Eu já paguei por ele”, declarou.
Tyrone também procurou diferenciar sua pré-candidatura dos demais nomes que buscam espaço na Câmara Federal. Segundo ele, sua principal marca é a experiência administrativa. O ex-prefeito lembrou que governou Sousa por três mandatos e afirmou que pretende fazer um mandato popular, partidário e voltado para a Paraíba, sem servir a grupos familiares, interesses pessoais ou projetos de vaidade.
“Eu não vou ter um mandato para defender um grupo, uma oligarquia, uma família. Será um mandato popular”, afirmou.
Ao longo da entrevista, Tyrone usou sua trajetória eleitoral em Sousa como argumento político. Disse que foi julgado pelo povo em três eleições, venceu todas e encerrou seu ciclo administrativo com ampla aprovação popular. Para ele, esse é o julgamento mais forte de quem conhece sua história de perto.
O pré-candidato também afirmou que, caso seja eleito, pretende procurar Tabata Amaral para apresentar sua trajetória, sua atuação administrativa e sua visão política. Segundo ele, não chegou à vida pública “de paraquedas” e tem mais de duas décadas de caminhada, trabalho e presença nos municípios.
A fala de Tyrone não encerra a polêmica, mas reposiciona o debate. De um lado, a cobrança pública de Tabata Amaral dentro do PSB. Do outro, a defesa de um ex-prefeito que reconhece o erro, pede que sua história seja analisada por inteiro e tenta transformar a crise em discurso de experiência, superação e força eleitoral.
No rádio, Tyrone não fugiu da pergunta quente. Respondeu, se defendeu e deixou claro que pretende levar sua versão para o partido, para os eleitores e para as urnas.
Por: Napoleão Soares







