Romero radicaliza ataques contra Ricardo e tem apoio de Tovar

Ao rebater insinuações feitas pelo governo do Estado de que a invasão espetacular de bandidos ao PB1 foi para resgatar Romário Gomes da Silveira, o Romarinho, preso por explosões de caixas eletrônicos, acrescentando que o mesmo foi assessor da prefeitura de Campina Grande já na gestão de Romero Rodrigues, o gestor reeleito da Rainha da Borborema radicalizou na resposta e disse que o governador Ricardo Coutinho é “dissimulado, não assume os erros, problemas e limitações de sua gestão e tem por hábito transferir para terceiros as responsabilidades pelos próprios fracassos”. Fazendo coro com Romero, que é do PSDB, o deputado Tovar Correia Lima sugeriu que o atual chefe do Executivo estadual aproveite o tempo para explicar a morte de Bruno Ernesto, memória do Jampa Digital, que foi assassinado com armamento da polícia.

Romero Rodrigues, indignado, acusou o governador Ricardo Coutinho (PSB) de tratar o “vexame” da queda da PB1 da forma mais sórdida, “até mesmo para os padrões girassóis: procurou fazer uma conexão do episódio a um detento que eventualmente exerceu um cargo na prefeitura de Campina Grande e foi sumariamente demitido logo após os primeiros indícios de má conduta como agente público”. Romero acrescentou que Ricardo Coutinho “aproveitou a tragédia para armar um tosco ataque político a adversários em pleno período eleitoral”. E emendou: “É o fundo do poço para quem nunca prezou pela dignidade no exercício do cargo ou nas relações institucionais”. Anunciou o propósito de ingressar com ação de reparação pelas “incontinências verbais, o mais vil recurso dos covardes e incompetentes”.

O ataque ao presídio de segurança máxima PB1 na madrugada de segunda-feira, no entorno de João Pessoa, acirrou discussões, ontem, na tribuna da Assembleia, entre deputados governistas e deputados oposicionistas. O líder oposicionista Bruno Cunha Lima acusou a administração estadual de negligência e lamentou que além de todos os problemas que a população enfrenta, com a falta de segurança, tenha virado piada nacional com a explosão e fuga em massa do PB1. O líder do governo, Hervázio Bezerra, procurou rebater as acusações, ressaltando que os adversários do governador querem fazer “politicagem”. Segundo Hervásio, os opositores aproveitaram o caso para promover um discurso eleitoreiro. “Não é assim que se trabalha para a melhoria da administração pública”, admoestou.

Os Guedes



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