Paraibanos já pagaram mais de cinco bilhões em impostos somente em 2018

O total de tributos pagos pelos contribuintes brasileiros até domingo chegou aos R$ 763 bilhões, conforme registrado no Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) até às 19h dessa terça-feira (24). Na Paraíba, até essa terça (24), R$ 5,170 bilhões haviam sido arrecadados, o que representam 114 dias de trabalho.

Os brasileiros trabalham quase cinco meses por ano apenas para pagar impostos – e a contrapartida em serviços públicos oferecidos ainda deixa a desejar. São 153 dias em que as pessoas trabalham somente para pagar impostos, informa reportagem do Correio da Paraíba.

Para chamar a atenção sobre a alta carga tributária, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Jovem promove em diversos estados do País a 10ª edição do Dia da Liberdade de Impostos (DLI), em 24 de maio. A Paraíba, como nos outros anos, não deve participar, tendo que pagar o tributo como nos demais dias do ano.

Já de acordo com os dados divulgados pela Receita Federal, o governo arrecadou R$ 105,659 bilhões em março

Para Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo, todo esse contexto histórico e os números calculados pela ferramenta mostram como o Brasil, há muito tempo, convive com os impostos.

“Hoje, se você colocar exatamente tudo na conta, se chega a quase 40%. Mas consideramos os dados oficiais, que mostram que pagamos entre 34% e 35% do Produto Interno Bruto (PIB), carga tributária muito alta se você considerar o nível de renda da população”, opina.

Brasileiro não cobra maior taxa

Segundo estudos da Associação Comercial de São Paulo, o valor ideal para o brasileiro pagar, mantendo o equilíbrio financeiro das famílias e da máquina, ficaria entre 24% e 25%, que é mais ou menos a carga de países com renda próxima, como o Chile. Mesmo assim, o Brasil não é o país que mais cobra da população desde os tempos de Cabral. Suécia, Dinamarca, Finlândia, Alemanha e França, por exemplo, têm cargas tributárias superiores às do País do Futebol.

“Mas são países já desenvolvidos cujos impostos foram aumentados depois que já eram desenvolvidos e ricos. Nós ainda não chegamos nesse estágio. E eles devolvem o que é pago em serviços de qualidade”, aponta o economista.

Raphael Paganini, vice-coordenador da CDL Jovem Nacional, ressalta que a entidade, por meio do DLI, defende a simplificação tributária no Brasil. “Apoiamos projetos de lei com esse propósito, para que o consumidor saiba quanto paga de impostos em cada produto que compra, com mais transparência”, afirma.

“Assim, todos ganham: o País fica mais interessante para as empresas operarem aqui, o que leva ao aumento da concorrência, que, por sua vez, aumenta a oferta de empregos e o consumo”, esclarece.



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