O deputado estadual Walber Virgolino adotou um tom de cautela ao comentar as investigações envolvendo policiais civis e afirmou que ainda é cedo para apontar culpados, defendendo que o caso seja analisado com base nas provas produzidas ao longo do processo.
Delegado de Polícia há 20 anos e ex-secretário de Segurança da Paraíba, Walber revelou que, em um primeiro momento, ficou perplexo com a gravidade das acusações e com a forma como o caso foi apresentado publicamente.
“Pelas entrevistas e declarações iniciais, imaginei que a investigação tivesse um conjunto probatório muito robusto. Mas, depois de assistir à reportagem do Fantástico, passei a ter dúvidas e entendo que é preciso aguardar o desenrolar do processo”, afirmou.
O parlamentar ressaltou que não conhece o conteúdo integral da investigação e, por isso, não pode afirmar se os envolvidos são culpados ou inocentes.
“Não dá para acusar ninguém dessa forma. Vou esperar que o processo avance e, se existirem novos elementos e áudios, eles sejam apresentados para que possamos fazer um julgamento mais justo”, declarou.
Walber também demonstrou preocupação com os impactos da divulgação do caso sobre a imagem da Polícia Civil. Segundo ele, a exposição atingiu não apenas os investigados, mas toda a instituição.
“Quem ama a Polícia Civil, como eu amo, sente muito o que aconteceu. Não foi exposto apenas um delegado ou um agente, mas toda a instituição”, disse.
Apesar da defesa por cautela, o deputado afirmou que eventuais irregularidades devem ser punidas. Por outro lado, destacou que, caso haja excessos na condução ou divulgação da investigação, os responsáveis também precisam responder por seus atos.
“Se eles estiverem errados, que paguem. Agora, se houver exagero, as pessoas também devem ser responsabilizadas. Não se pode expor a vida de ninguém nem a imagem de uma instituição tão séria sem que tudo seja devidamente apurado”, concluiu.