Aprovada nesta segunda-feira, 9, para o tratamento contra a obesidade no Brasil, a tirzepatida — medicamento de nome comercial Mounjaro — é vista por especialistas como uma alternativa eficaz para com uma alternativa eficaz para combater a doença, mas eles destacam que a liberação não vai excluir a avaliação caso a caso dos pacientes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permitiu a a inclusão em bula da indicação do remédio contra obesidade e para pessoas com sobrepeso e ao menos uma comorbidade, como hipertensão ou pré-diabetes. Antes, a droga era aprovada no país apenas para para o tratamento de diabetes tipo 2.
Embora seja um medicamento que já demonstrou em estudos robustos que é capaz de levar a perdas de peso superiores a 20%, cada caso deve ser avaliado para vverificar qual será a melhor estratégia medicamentosa. Isso porque há outros remédios disponíveis e características individuais devem ser consideradas em qualquer tratamento.
“O remédio não é milagroso. Ainda é necessário que haja acompanhamento de uma equipe transdisciplinar e nem todas as pessoas respondem da mesma forma ao medicamento, mas o médico terá outra opção para escalar no tratamento. E isso é ótimo, pois estamos falando de uma droga com maior potência e excelente perfil de segurança”, avalia Fábio Trujilho, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Neuton Dornelas também defende a análise das peculiaridades do paciente e o acompanhamento por diferentes profissionais em casos de obesidade. Dornelas classificou a aprovação como “um passo importante”.
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