Morte do médico Ugo Guimarães choca a sociedade paraibana

O Conselho Regional de Medicina, várias outras instituições, autoridades, formadores de opinião e pessoas comuns traduziram em manifestações nas redes sociais o sentimento de choque e pesar com a morte do médico Ugo Lemos Guimarães na madrugada do domingo no hospital Alberto Wanderley, da Unimed em João Pessoa, onde tentava se recuperar do violento acidente que sofreu em São Miguel do Gostoso, no litoral do Rio Grande do Norte, onde foi atropelado por um motorista irresponsável que não lhe prestou socorro e evadiu-se do local. Com graves ferimentos em todo o corpo, com fraturas múltiplas que lhe atingiram,especialmente, mãos, braços e coluna cervical, além de violenta pancada na cabeça que lhe deslocou o maxilar e feriu-lhe o olho, Ugo Guimarães, casado com Maria Arminda Guimarães e de amplo conceito na sociedade paraibana, não resistiu a um AVC bilateral que provocou a falência da atividade cerebral e o consequente falecimento.

O criminoso, como informa em sua coluna hoje no “Correio da Paraíba” o jornalista Abelardo Jurema Filho, é Sidartha John Batista, paraibano radicado no Rio Grande do Norte, onde atua como promotor na comarca de Goianinha. Ele atropelou e matou o médico Ugo Guimarães quando este saía de uma farmácia e se dirigia ao seu carro estacionado junto ao passeio público. A bordo de um quadriciclo, com evidentes sintomas de embriaguez, segundo boletim de ocorrência lavrado por autoridades policiais, Sidartha John evadiu-se do local sem prestar socorro à vítima. Alegando ter sintomas de crise de pânico e problemas cardíacos, escafedeu-se e foi procurar um hospital para ele próprio cuidar de sua saúde.

O caso está sendo apurado pela polícia com acompanhamento do Ministério Público e deverá ensejar ações tanto na área cível como criminal, por crime de assassinato culposo e danos à família. A classe médica paraibana compareceu em peso às exéquias do médico Ugo Lemos Guimarães. O cardiologista Marco Aurélio Barros disse que Ugo era um médico humanista, que se identificava com seus pacientes e exerceu a medicina com paixão e devoção, constituindo-se em exemplo para as novas gerações. O governador Ricardo Coutinho, em telefonema à família, solidarizou-se pelo infausto acontecimento.

Entre as particularidades do seu perfil, amigos íntimos destacaram a condição de Ugo de “eterno romântico”, que gostava de ouvir ao violão a canção “As Rosas Não Falam”, um clássico da Música Popular Brasileira, de autoria do mestre Cartola. Além disso, era figura bastante sociável – Abelardo Jurema publica a última foto reproduzida da coluna do doutor Ugo Guimarães, durante a recepção do casamento de Larissa Zagel e Marcelo Martins, há cerca de um mês, no Paço dos Leões. O caixão do médico Ugo Guimarães foi coberto com a bandeira do Vasco da Gama, seu time de coração. Cunhado de Ugo Guimarães, o secretário de Turismo de João Pessoa, Fernando Milanez, depôs que o tinha como um irmão mais velho, que sempre esteve com ele, desde os oito anos de idade. “Ele sempre foi um exemplo para mim, e para todos”, ressaltou Milanez.

Os Guedes



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