O pré-candidato a deputado federal, Leonardo Gadelha destacou, nesta quarta-feira (07), durante entrevista, o protagonismo histórico do município de Sousa no cenário político da Paraíba e a necessidade de a cidade voltar a ocupar espaços de destaque nos parlamentos estadual e federal.
Segundo Leonardo, houve um período em que Sousa era reconhecida como uma das cidades mais bem representadas do estado, tanto no Congresso Nacional quanto na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), exercendo forte influência política no Sertão paraibano.
Filho do ex-deputado federal Marcondes Gadelha, figura histórica da política nacional, Leonardo ressaltou que Sousa enfrenta hoje uma lacuna de representatividade. De acordo com ele, há anos o município não conta com representantes eleitos nem na Câmara Federal nem na ALPB, situação que contrasta com a relevância histórica da cidade.
Leonardo Gadelha relembrou momentos marcantes da trajetória política de Sousa, citando nomes como Marcos Gadelha e Antônio Mariz, que chegaram a representar simultaneamente o município na Câmara dos Deputados durante a década de 1970. À época, Sousa possuía pouco mais de 45 mil habitantes e, ainda assim, ocupava duas cadeiras no Congresso Nacional, além de já ter alcançado até quatro assentos na Assembleia Legislativa.
“Houve um instante em que Sousa chegou a ter dois deputados federais e quatro deputados estaduais. Um deputado federal do Rio Grande do Sul chegou a dizer que Sousa era a cidade mais bem representada do Brasil, pela qualificação dos seus parlamentares”, relembrou.
Para o pré-candidato, o atual cenário não pode ser atribuído à população sousense, mas sim a erros estratégicos cometidos no processo político-eleitoral ao longo dos últimos anos.
“Nos últimos oito anos, não elegemos nem um deputado federal nem um deputado estadual. Certamente não é a cidade que está errada. O erro é nosso, de quem vai para o processo político. Foram erros de cálculo, de avaliação e de estratégia”, afirmou.
Ao comentar sua votação nas eleições de 2022, Leonardo Gadelha destacou que obteve 12 mil votos em Sousa, percentual semelhante ao alcançado por importantes lideranças políticas em seus respectivos redutos eleitorais, como Romero Rodrigues, em Campina Grande, e Hugo Motta, em Patos.
“Sousa não faltou aos seus filhos. Sousa demonstrou confiança. A minha obrigação agora é aprender com os erros. Para 2026, acredito ter uma contabilidade muito mais robusta e estar em condições de conquistar essa cadeira que pertence à cidade de Sousa”, concluiu.
Da redação – blogchicosoares








