Durante a apresentação do balanço das ações do Governo da Paraíba em 2025, com o lançamento de mais uma edição da revista “Paraíba da Gente”, nesta segunda-feira (5), no Teatro Paulo Pontes, em João Pessoa, o governador João Azevêdo fez uma fala que chamou a atenção pelo tom político e, ao mesmo tempo, de “despedida”.
Ao recordar o início do primeiro mandato, em 2019, João afirmou que encontrou uma “praça de guerra” instalada entre os Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário. E disse ter orgulho de ter mudado esse cenário ao longo dos anos: costurando relações institucionais, abrindo diálogo permanente e reconstruindo uma convivência baseada em respeito e maturidade.
Na prática, o governador resumiu sua marca como um estilo de gestão que tenta “tirar a política do grito” e colocar a Paraíba na mesa: mais sinceridade, com o “sim” quando é “sim” e o “não” quando é “não”, e transparência como regra, não como discurso. A mensagem foi direta: quando os Poderes se reconhecem, a máquina anda; quando viram trincheira, o povo paga a conta.
O detalhe é que a fala veio no palco de um balanço oficial — a revista que compila obras e políticas públicas executadas nos 223 municípios — mas soou como um capítulo final de ciclo. E não por acaso: João já confirmou que pretende deixar o governo em abril de 2026 para entrar de vez na disputa por uma vaga ao Senado, passando o comando ao vice Lucas Ribeiro.
No fim, o recado foi claro: se 2025 virou prestação de contas, 2026 começa como leitura política e João, ao que tudo indica, já fala como quem está arrumando a mala para Brasília.
Por: Napoleão Soares








