O deputado estadual Tovar Correia Lima voltou a ocupar o papel de protagonista na defesa do setor sucroenergético da Paraíba. Em entrevista, o parlamentar — tratado nos bastidores como um dos “embaixadores” da Asplan (Associação de Plantadores de Cana da Paraíba) — destacou a urgência de uma reaproximação institucional entre o Governo do Estado e a categoria, que atravessa um período de sazonalidade e dificuldades.
Tovar lembrou que, na última terça-feira, participou de uma audiência pública que reuniu Assembleia e Asplan, abrindo um canal de diálogo mais profundo e resultando na construção de um documento com reivindicações objetivas do setor. “O grande grito deles é por socorro e por mesa de conversa. É o que o setor pede”, pontuou o deputado, ao defender uma relação permanente entre Governo e entidade.
Sem transformar o assunto em palanque fácil, Tovar foi direto ao apontar um problema que, segundo ele, se arrasta desde gestões anteriores: o distanciamento do Estado. Na avaliação do parlamentar, o setor — que ele aponta como o segundo que mais emprega na Paraíba, perdendo apenas para a construção civil, com mais de 60 mil empregos — não pode ficar sem interlocução política em um momento de pressão econômica. “Precisa estar em proximidade com os entes governamentais. O setor depende de infraestrutura, escoamento e, em crise, medidas como renúncia de receita para respirar”, defendeu.
O deputado também citou críticas recentes feitas por lideranças do segmento como parte do processo de amadurecimento institucional: “críticas construtivas”, disse, reforçando que a cobrança é por resposta prática, não por ruído. Para Tovar, o Governo Federal costuma estar atento ao tema, mas a Paraíba precisa fazer a sua parte com ações concretas para manter produção, renda e empregos.
Presente mais uma vez na sede da associação, Tovar reafirmou que seguirá como ponte entre a classe, a Assembleia e o Executivo. Jovem, experiente e já em sucessivos mandatos, o deputado deixa um recado claro: quando o setor chama, a política responsável não se esconde — senta, negocia e resolve.
Por Napoleão Soares








