Em cenário de crise, Costa Rica vira oásis da crise e até paga 16º salário aos professores

6648f45035a47efdafeee4d3f3f056e4_lVem de Costa Rica, cidade com cerca de 20 mil habitantes, uma espécie de “contra notícia”. Enquanto a maioria das prefeituras brasileiras estão com as contas no vermelho, com dificuldades para quitar o 13º do funcionalismo, o município da região do Bolsão sul-mato-grossense não apenas fechará o ano no azul, como também conseguirá pagar até o 16º salário aos professores. Outro dado também não é comum: em momento de descrença política, o prefeito local, Waldeli dos Santos Rosa, um empresário que se tornou político, tem aprovação de 92% dos moradores, de acordo com o Instituto de Pesquisa de Mato Grosso do Sul (Ipems).

O Produto Interno Bruto (PIB) de Costa Rica era, em 2014 (último dado), de R$ 1,151 bilhão, o dobro do valor de 2010, de R$ 544,85 milhões, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município também se destaca no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O Ideb das escolas municipais de Costa Rica é de 6,3 (anos iniciais), o quarto maior de Mato Grosso do Sul, e de 5,3 (anos finais), o segundo maior do Estado.

Esses números podem decorrer de diversos fatores, mas não há como dissociá-los da gestão. E qual seria a estratégia? O prefeito Waldeli, que atendeu com exclusividade, o Correio do Estado, não tem uma receita, mas acredita que conseguir avanços em meio a cenário adverso esteja relacionado ao tipo de gestão.

Da Redação



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