Cássio: “Sou uma voz da Paraíba que, quando fala, o Brasil escuta”

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato à reeleição, comprometeu-se, ontem, a continuar o trabalho de angariar recursos que beneficiem o Estado da Paraíba. Sem falsa modéstia, ele declarou: “Sou uma voz da Paraíba que, quando fala, o Brasil escuta”. Mencionou que tem sido uma voz, por exemplo, em defesa da retomada do emprego e do desenvolvimento econômico no país. “Por isso, defendo o combate aos privilégios e às mordomias. O combate a privilégios, a luta pela redução do tamanho do Estado, aliada à contenção do aumento de impostos, são questões essenciais que precisam ser enfrentadas pelo governo federal, seja quem for o presidente eleito em sete de outubro”, expressou o parlamentar, em entrevista ao “Correio Debate”, da rádio 98,3 FM.

Cunha Lima alertou para o que chamou de discurso falso apregoando que o Estado pode se endividar. E tomou como base levantamento feito pelo seu gabinete apontando que o trabalhador brasileiro destina cinco meses por ano para o pagamento de impostos. “Trata-se de um evidente exagero e continuarei trabalhando pela redução da elevada carga tributária que atormenta a sociedade brasileira”, salientou o senador tucano. Em relação à Paraíba, entre outros temas, Cunha Lima defendeu a proposta do candidato a governador Lucélio Cartaxo (PV) de transformar a Granja Santana, residência oficial dos governadores doestado, em um parque. “É uma medida imperativa, porque a Granja tornou-se símbolo da mordomia na Paraíba”, acrescentou.

O senador lamentou o recrudescimento da violência na Paraíba, alertando para a insegurança que foi gerada junto à população, ontem, com a fuga em massa de detentos do PB1, depois de uma operação para resgate de bandidos. Relembrou que é autor de uma Proposta de Emenda Constitucional, aprovada no Senado Federal, instituindo uma polícia penitenciária cuja exclusividade de ação seria administrar os presídios do país, que, no seu ponto de vista se transformaram em verdadeiros quarteis-generais da bandidagem. Indagado a respeito do tema da redução de maioridade penal, Cássio declarou ser favorável ao endurecimento da legislação. “É preciso endurecer, sim, a legislação. E eu sou a favor da redução da maioridade penal”, frisou.

Cássio Cunha Lima concluiu que o grande problema do Brasil é a impunidade, que qualificou como porta de entrada para a corrupção e para o crime. Segundo ele, não faz sentido, no Brasil, a pena não ser executada a partir da condenação em segundo grau. “É preciso haver punibilidade”, enfatizou, pontuando defender que os aposentados das PMs nos Estados voltem a ter direito a porte de armas. Por fim, o senador tucano declarou que é favorável à revisão dos gastos públicos no Estado brasileiro para que sobre dinheiro com vistas a investimentos em setores essenciais como a saúde, educação, infraestrutura e abastecimento d’agua. “Falta dinheiro para creche, mas não falta dinheiro para auxílio-moradia de magistrados, promotores e parlamentares. A soma dos orçamentos dos ministérios da Saúde e da Educação representa R$ 220 bilhões por ano. “Mas o Brasil paga R$ 380 bilhões de juros da dívida”, obtemperou o parlamentar.

Os Guedes



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