Wellington Roberto é o primeiro governista punido por votar contra Michel Temer

Os paraibanos que votaram contra o presidente Michel Temer já começaram a sentir os efeitos de seus posicionamentos.

Por ter votado contra o presidente Michel Temer na sessão que arquivou a ação contra o peemedebista, o deputado federal paraibano Wellington Roberto (PR) entrou na ‘lista negra’ do Palácio do Planalto. Ele é o primeiro entre os governistas punidos por terem votado em prol da admissibilidade do processo contra Michel Temer (PMDB).

O pedido de punição teria partido do ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR). A exoneração dele foi publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União.

Contrariando seu partido, Wellington Roberto votou contra o arquivamento do pedido de investigação do presidente Temer por corrupção passiva. A direção da legenda informou ontem que abrirá processo disciplinar contra os deputados que votaram a favor do prosseguimento da denúncia.

Antes mesmo da votação, Pedro Cunha Lima (PSDB) também já havia provado do mesmo ‘veneno’.

O tucano, que anunciou previamente que votaria pelo prosseguimento da denúncia e inclusive defendeu que seu partido desembarcasse do governo Temer, viu seu indicado para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) na Paraíba ser exonerado um dia antes da denúncia ser analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

O presidente foi acusado de corrupção passiva pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Como a oposição não conseguiu os 242 votos necessários para autorizar a investigação, o gestor só poderá responder pelo processo a partir de 2019. O parlamentar paraibano foi além. No mesmo momento em que declarou voto a favor da investigação, também se disse contra a reforma da Previdência pretendida por Temer.

O alvo da punição será a exoneração de Gustavo Adolfo Andrade de Sá da diretoria de Administração e Finanças do Dnit. De acordo com a coluna Painel, da Folha de São Paulo, o nome dele já foi encaminhado para publicação no Diário Oficial da União. O pedido de punição partiu do ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR). A publicação ainda diz que o Planalto espera que as outras siglas da base façam pente-fino em suas bancadas, identifiquem os traidores e peçam a cabeça de seus indicados no governo. Entre os partidos mais infiéis, o PSDB foi o líder de votos contra o presidente, com 47% dos filiados votando pela investigação.

Ex integrante da chamada “Tropa de Cunha” Wellington Roberto, surpreendeu ao seguir as orientações de seu partido, e votar pela permanência da ex-presidente Dilma Roussef (PT). Na ação contra Temer, o parlamentar votou contra o Planalto.

Da Redação com PB Agora

Comentários