Vídeo mostra momento da explosão e fuga de presídio de segurança máxima, na PB

Ataque e fuga de 92 presos aconteceu no dia 10 de setembro. Pelo menos 43 ainda continuam foragidos.

Explosão aconteceu no portão principal do Presídio de Segurança Máxima, PB1 — Foto: Walter Paparazzo/G1

Imagens do circuito interno da Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes, o PB1, mostram o momento em que aconteceu a explosão no portão principal do presídio e consequente fuga de 92 detentos, no dia 10 de setembro, em João Pessoa. O Fantástico teve acesso aos vídeos e mostrou como os presos conseguiram explodir o portão e fazer essa fuga em massa.

As imagens mostram que um homem chega sozinho em frente ao presídio, com uma mochila e fortemente armado. Ele larga os objetos no chão, aciona o explosivo no portão e corre. No vídeo, é possível ver a explosão por dois ângulos diferentes: do lado de fora do presídio e da parte interna.
Outras imagens de câmeras de segurança mostram que o grupos de pelo menos 20 anos, em quatro carros, chegam no local. Eles se posicionam estrategicamente para atirar contra as guaritas.

Imagens mostram momento em que homem aciona explosivo no portão do PB1 — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Em menos de dez minutos, os suspeitos conseguem invadir o presídio e chegam ao pavilhão 2. Os suspeitos entram, vão até a cela onde está o Romário Gomes Silveira, conhecido como Romarinho, arrombam o cadeado e fazem o resgate. Romarinho pega uma arma e sai junto com os presos. Depois disso, os outros detentos começam a abrir outras celas e todos fogem pelo portão lateral da penitenciária.

Na ação, 92 presos fugiram do PB1 e até esta segunda-feira (24), 43 ainda não havia sido recapturados, entre eles, Romário Gomes. O presídio tem capacidade para 660 presos e atualmente tinha cerca de 680 detentos, conforme o secretário Sérgio Fonseca. De acordo com o sistema Geopresídios, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a unidade prisional tinha 681 presos em 644 vagas. Segundo a Seap, “a quantidade de agentes no local era suficiente para fornecer a guarda do PB1, foi uma ação pontual”.

Segundo o secretário de Administração Penitenciária da Paraíba, Sérgio Fonseca, a ação dura cerca de 15 a 20 minutos, com um intenso tiroteio, fazendo com que os policiais recuassem. Um dos agentes das guaritas tenta entrar em contato com alguém e diz: “urgente, tão cercando aqui o presídio. Urgente, tão atirando aqui, tão atirando”.

A polícia acredita que a explosão no portão principal tenha acontecido para confundir a segurança do presídio, já que a entrada do grupo e a fuga dos presos aconteceu pelo portão lateral da penitenciária.

G1 PB



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