Um mundo feito de lixo

O volume de rejeitos produzidos por humanos cresce sem parar, toma terras, invade mares, ameaçando o meio ambiente e a saúde
Nova York, Estados Unidos Uma barcaça transporta dois dias de resíduos plásticos dos bairros do Bronx e Queens. Uma das cidades mais ricas do mundo produz cerca de 33 milhões de toneladas de lixo por ano (Foto: Kadir van Lohuizen / NOOR)

Nova York, ESTADOS UNIDOS Uma barcaça transporta dois dias de resíduos plásticos dos bairros do Bronx e Queens. Uma das cidades mais ricas do mundo produz cerca de 33 milhões de toneladas de lixo por ano

Lagos, na Nigéria, é a maior cidade da África. Como em tantas outras metrópoles globais, o lixo é um grande problema para seus 21 milhões de habitantes. O que parecia ser uma boa solução há 15 anos – levar o material para uma área fora da cidade – hoje é fonte de dor de cabeça. O aterro Olusosun, para onde são levados os resíduos descartados pela população, é o maior da África e um dos maiores do mundo. Mais de 4 mil pessoas trabalham e moram lá, em estruturas de tendas no alto das montanhas de lixo. Lagos, que antes estava distante do lixão, cresceu tanto – e de forma tão desordenada – na última década que abraçou o depósito. A proximidade contribui para o surgimento frequente de epidemias de doenças transmitidas por animais que vivem na sujeira.

>> Como fechar os maiores lixões a céu aberto do Brasil

Com a experiência de fotografar conflitos na África, além de trabalhos sobre os sete maiores rios do mundo e a elevação do nível dos oceanos, o fotógrafo holandês Kadir van Lohuizen apostou no lixo. Viajou para cinco grandes cidades do mundo – Lagos, Jacarta, Tóquio, Nova York e São Paulo – para documentar como administram, ou não, os restos descartados por seus habitantes.

Lagos, na Nigéria, é a maior cidade da África. Como em tantas outras metrópoles globais, o lixo é um grande problema para seus 21 milhões de habitantes. O que parecia ser uma boa solução há 15 anos – levar o material para uma área fora da cidade – hoje é fonte de dor de cabeça. O aterro Olusosun, para onde são levados os resíduos descartados pela população, é o maior da África e um dos maiores do mundo. Mais de 4 mil pessoas trabalham e moram lá, em estruturas de tendas no alto das montanhas de lixo. Lagos, que antes estava distante do lixão, cresceu tanto – e de forma tão desordenada – na última década que abraçou o depósito. A proximidade contribui para o surgimento frequente de epidemias de doenças transmitidas por animais que vivem na sujeira.

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Com a experiência de fotografar conflitos na África, além de trabalhos sobre os sete maiores rios do mundo e a elevação do nível dos oceanos, o fotógrafo holandês Kadir van Lohuizen apostou no lixo. Viajou para cinco grandes cidades do mundo – Lagos, Jacarta, Tóquio, Nova York e São Paulo – para documentar como administram, ou não, os restos descartados por seus habitantes.

Jacarta, Indonésia Catadoras vivem num assentamento no aterro Bantar Gebang, o maior do mundo, que recebe 6.000 toneladas por ano (Foto: Kadir van Lohuizen / NOOR)

Jacarta, INDONÉSIA Catadoras vivem num assentamento no aterro Bantar Gebang, o maior do mundo, que recebe 6.000 toneladas por ano

Amsterdã, HOLANDA Um barco especial retira bicicletas de canal. Em média, 20 mil são “pescadas” todo ano (Foto: Kadir van Lohuizen / NOOR)

Amsterdã, HOLANDA Um barco especial retira bicicletas de canal. Em média, 20 mil são “pescadas” todo ano

Lagos, NIGÉRIA Oworosoki é uma área de favela na Baía de Lagos. O lixo é jogado para aterrar a baía e poder expandir o bairro (Foto: Kadir van Lohuizen / NOOR)

Lagos, NIGÉRIA Oworosoki é uma área de favela na Baía de Lagos. O lixo é jogado para aterrar a baía e poder expandir o bairro

Tóquio, JAPÃO Kazuo Tanaka, sem-teto de 62 anos de idade, coleta 11 quilos de latas e garrafas por dia (Foto: Kadir van Lohuizen / NOOR)

Tóquio, JAPÃO Kazuo Tanaka, sem-teto de 62 anos de idade, coleta 11 quilos de latas e garrafas por dia

São Paulo, Brasil Aterro sanitário na Grande São Paulo. A capital é um dos poucos municípios onde o catador de lixo é uma profissão oficialmente reconhecida. Os trabalhadores são organizados em cooperativas e coletam principalmente plásticos, metais e pap (Foto: Kadir van Lohuizen / NOOR)

São Paulo, BRASIL Aterro sanitário na Grande São Paulo. A capital é um dos poucos municípios onde o catador de lixo é uma profissão oficialmente reconhecida. Os trabalhadores são organizados em cooperativas e coletam principalmente plásticos, metais e papéis das ruas, vendidos para empresas recicladoras. Os catadores são vistos como uma solução para o problema, que, ainda assim, é gigantesco

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