Por 10 votos a 3, pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba decide pela manutenção da prisão de Berg Lima

O pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, nesta terça-feira (23), pela manutenção da prisão do prefeito afastado de Bayeux, Berg Lima. O julgamento havia sido adiado no dia 8 de agosto, após o pedido de vistas do desembargador Oswaldo Trigueiro. O gestor que está preso desde o dia 5 de julho acusado de extorsão.

Votaram pela permanência da prisão os desembargadores: Oswaldo Trigueiro, João Benedito, Carlos Beltrão, Leandro dos Santos, Carlos Eduardo Brito, Saulo Benevides, Marcos Cavalcanti, João Alves, Fred Coutinho e José Ricardo Porto.

Posicionaram-se pela soltura: o relator do caso, Marcos William, Abraham Lincoln, Luiz Silvio Ramalho.

Já o desembargador Abraão Lincoln, em seu voto, divergiu dos colegas e pediu a prisão domiciliar de Berg Lima, o que não foi aceito.

O voto do relator, desembargador Marcos Williams de Oliveira, foi dando provimento ao agravo interno, revogando a prisão preventiva, e aplicando algumas medidas cautelares como o pagamento de fiança, comparecendo mensal à Justiça, afastamento cautelar do cargo de prefeito, não frequentar prédios públicos na cidade de Bayeux e não sair da comarca por mais de oito dias sem comunicação prévia.

Oswaldo Trigueiro votou pela manutenção da prisão de Berg Lima por “a liberdade do investigado representar perigo a ordem pública”. Durante sua explanação, Trigueiro justificou dizendo que “diante dos elementos probatórios, sobretudo os que demonstram as tratativas pessoais de recebimento de vantagem, ainda que procure descredenciar o depoimento do empresário”, restam dúvidas quanto a inocência do prefeito e sobre a impossibilidade da reincidência do deleito baseando-se no “cenário político com alto grau de nocividade”, seja na função de gestor, ou fora dela.

Da Redação com Blog do gordinho

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