O coração de um nadador versus o coração de um corredor

O exercício regular altera a aparência e o funcionamento do coração humano. E os pesquisadores estão descobrindo que diferentes esportes afetam o coração de maneira diferente.

Cardiologistas e cientistas do exercício já sabem que o exercício regular altera a aparência e o funcionamento do coração humano. O ventrículo esquerdo (uma das 4 cavidades), em particular, altera-se com o exercício. Esta câmara do coração recebe sangue rico em oxigênio dos pulmões e o bombeia para o resto do corpo, usando um movimento vigoroso de torcer e desenrolar, como se o ventrículo fosse uma esponja espremida antes de voltar à forma.

O exercício, especialmente o exercício aeróbico, requer que oxigênio considerável seja fornecido aos músculos em atividade, exigindo muito do ventrículo esquerdo. Em resposta, esta parte do coração em atletas tipicamente se torna maior e mais forte do que em pessoas sedentárias e funciona mais eficientemente, preenchendo com sangue um pouco mais cedo e mais completamente e sem torção com cada batimento cardíaco um pouco mais rápido, permitindo que o coração bombeie mais sangue mais rapidamente.

Em teoria o sangue se move de volta aos corações dos corredores mais rapidamente do que o que aconteceria dentro dos nadadores. Mas essas diferenças não mostram necessariamente que os corações dos corredores funcionaram melhor do que os nadadores.

Como os nadadores se exercitam em posição horizontal, seus corações não precisam lutar contra a gravidade para levar o sangue de volta ao coração, ao contrário dos corredores verticais. A postura faz parte do trabalho dos nadadores e, assim, seus corações se reformulam apenas o necessário para as exigências de seu esporte.

Fonte: The New York Times


DR VALERIO VASCONCELOS COLUNISTADr. Valério Vasconcelos
Idealizador do Dia Estadual da Saúde do Coração Lei 8.636 de 18/08/2008. Professor de Cardiologia na Faculdade de Medicina Nova Esperança, João Pessoa – PB. Diretor do Centro de Referência em Atenção à Saúde da Universidade Federal da Paraíba (CRAS/UFPB). Médico pesquisador do Centro de Biotecnologia da UFPB. Jornalista Registro Profissional 3.520.



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