O cartão, um atalho para o consumo

cartoes-de-credito_1548430Alguns especialistas em economia apontam o cartão de crédito como o grande responsável pela onda de consumismo dos últimos 30 anos. Ele funciona como meio de pagamento, ou seja, um instrumento que substitui – muitas vezes, com vantagens – o dinheiro, dando muitas vezes sensação de riqueza e bem-estar.

Como em tudo nas nossas vidas, o cartão, tem os dois lados. O lado bom é que permite ao usuário ganhar fôlego financeiro, programar compras e pagamentos e participar de programas de benefícios. O ruim é o de servir como muleta para um orçamento já debilitado e ainda estimular o endividamento sem controle; nesses casos, o cartão é uma arma de grosso calibre apontada contra o seu proprietário. E, quanto maior é o número de cartões disponíveis, maiores são as tentações de usá-los mal. Segundo a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), os juros do crédito rotativo – aquele em que o dono paga só uma parte da fatura – são os maiores do mercado brasileiro, chegando a incrível marca de 453,74% no ano de 2016.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Brasil começou 2017 com quase 60 milhões de pessoas inadimplentes. Esse é o maior número de brasileiros no vermelho desde 2012. As dívidas atrasadas desses consumidores chegam a R$ 270 bilhões.

Uma boa forma de evitar compras por impulso é não andar com o cartão de crédito. Para quem tem comportamento de comprador por impulso, e consumir muitas vezes sem necessidade, a melhor solução é deixar o cartão em casa.

Por Napoleão Soares


napoleaosoares2Professor, pós-graduado em Ciências Ambientais e História do Brasil, Estudante de Comunicação e Marketing Político, atua na administração pública estadual e municipal. Já trabalhou no Exército Brasileiro como Oficial de Infantaria, Banco do Brasil, Assessor Político, atualmente é editor chefe do blogchicosoares.com

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