Apesar de discordar da orientação do PT, Anísio diz que será obrigado a engolir alianças com “golpistas”

No entanto, Anísio pontuou que a presença do DEM na chapa do PSB causa uma grande dificuldade para uma aceitação do PT

O deputado estadual Anísio Maia (PT) disse, nesta quarta-feira (4), que discorda da orientação nacional do partido em não ter restrições com os políticos que foram favoráveis e votaram a favor do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). No entanto, Anísio destacou que é partidário e será obrigado, caso o partido decida pelo apoio estadual ao PSB, a fazer aliança com estes políticos que possivelmente figuraram na chapa encabeçada por João Azevêdo (PSB).

“É uma orientação nacional do partido, mas não é a minha opinião. Eu vou ter uma enorme dificuldade de adotar uma política dessa. Mas sou partidário, não quero atrapalhar, não concordo com isso, mas como petista sou obrigado a encaminhar, agora, não quero atrapalhar essa negociação que está ocorrendo a nível nacional. Eu, particularmente, não votarei em golpista, mas eu não vou atrapalhar, eu sou apenas um deputado”, disse Anísio

O petista também seguiu a linha do presidente estadual do partido, Jackson Macêdo, que entende que a única condição para o apoio ao PSB é um palanque para a candidatura à Presidência do ex-presidente Lula.

“Nós queremos um compromisso de João Azevêdo com o presidente Lula. Queremos que ele tenha um palanque para Lula porque esta é a nossa estratégia nacional. Nós estamos cobrando em cada estado, que os nossos aliados assim o façam”, explicou.

No entanto, Anísio pontuou que a presença do Democratas na chapa causa uma grande dificuldade para uma aceitação do PT. “Nós achamos que não tem cabimento colocar uma pessoa do DEM nessa chapa. Dificulta pro PT. Se o DEM estiver na chapa, é uma complicação. Pode-se colocar outra pessoa”, sugeriu.

Adiamento da decisão

O PT tem a data marcada para sua decisão, que é no dia 28 de julho, já o PSB só firmará suas decisões no dia 5 de agosto. Com esse cenário, Anísio Maia entende que a decisão pode ser adiada, e que vai sugerir isso no dia 28 no encontro do partido.

“Nós não estamos morrendo de pressa. Nós podemos adiar essa decisão. Eu mesmo vou propor um adiamento no dia 28, que seja delegada à executiva do partido a continuidade das negociações e a executiva chegar até o último dia para tomar uma decisão. Essa é a minha opinião”, afirmou.

 

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