Aguinaldo não descarta diálogo com PSB e MDB e provoca: “Lucélio precisa dizer para que é candidato”

Deputado demonstrou insatisfação com a escolha do PV, disse que faltou diálogo no grupo e que cabe ao gêmeo convencer os demais partidos

Que o Partido Progressista não tem pressa em definir um apoio para as eleições deste ano ao Governo do Estado já foi salientado por seus dirigentes em diversas ocasiões, mas parece estar cada vez mais longe a possibilidade de a legenda vir a referendar o nome de Lucélio Cartaxo (PV) para a disputa. Em entrevista nesta sexta-feira (11), durante evento do PP em João Pessoa, Aguinaldo Ribeiro demonstrou sua insatisfação com a escolha do irmão do prefeito Luciano Cartaxo (PV) para a missão, falou que faltou diálogo no grupo e que cabe ao gêmeo convencer os demais partidos.

“Estamos reafirmando o que sempre disse: que nossa ideia preferencialmente é contribuir um projeto no campo das oposições. Agora, o que não aceitamos é ter uma imposição, como se os outros fossem obrigados a marchar numa candidatura. Lucélio precisa dizer por que e para que é candidato. Não pode ser apenas porque o irmão desistiu”, cobrou. Ele acrescentou que o tema teria que ser discutido dentro do grupo com todos os partidos aliados. “Não estou discutindo nomes, competência, isso é ele que vai ter que dizer”, ressaltou o deputado federal.

Aguinaldo considerou natural que o PP participe de uma chapa majoritária pela quantidade de deputados, de prefeitos e de tempo partidário que a legenda dispõe. “A partir desse novo quadro montado temos tempo. Não sabemos nem quais as candidaturas definidas. E nós vamos, diferentemente desse processo como se deu, que envolveu apena dois partidos (PV e PSDB), ouvir os demais partidos e, sobretudo, o povo da Paraíba”, reforçou.

Questionado sobre possíveis nomes do PP, o parlamentar salientou as recentes filiações e lembrou que a sigla ajudou a gestão de João Pessoa, Campina Grande, bem como o Governo do Estado. Ele ainda comentou sobre uma possível aproximação com o PSB do governador Ricardo Coutinho e endossou que todo o processo vai ser discutido. “Eu não vou decidir, isso vai ser discutido na base”, garantiu.

MDB – Em relação a outra candidatura posta no grupo das oposições, o ex-ministro das Cidades comentou a situação do senador José Maranhão. “Temos a posição do MDB também. Eu tenho conversado várias vezes com Maranhão, tenho uma excelente relação com ele. Ele teve uma gestão muito importante para o Estado. Nós estamos conversando e, nesse momento, o jogo da política é esse, fazer a conversa. Inicialmente todo esse grupo era para estar junto, a disposição anterior era essa. Isso mudou em função da condução que foi dada a esse processo, agora temos que fazer essa rediscussão”, frisou.

Aguinaldo Ribeiro voltou a reforçar que não pretende ficar ‘onde houve um atropelo do processo’. “É preciso, agora, se construir, porque na política não pode ter imposição. Vamos abrir a base para fazer uma construção. Essa discussão vai ser aprofundada dentro do grupo para ter legitimidade na decisão”, finalizou.

Da Redação com Blog do Gordinho



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